Iniciamos com a frase: a prevenção é sempre o melhor remédio, principalmente se nos referirmos às doenças cardiovasculares, que representam a maior causa de óbitos no Brasil.

Em geral, a maioria das pessoas decide buscar por uma avaliação médica ou tomam a decisão de mudança para um estilo de vida mais saudável após o corpo apresentar algum sinal de alerta ou ter o diagnóstico de uma enfermidade.

O que é possível fazer antes?

Manter as consultas regulares com uma cardiologista em dia e atentar-se às escolhas que favorecerão a sua saúde, mesmo estando saudável, são, sem dúvidas, as melhores formas de prevenir doenças, sobretudo aquelas relacionadas ao coração. Podemos denominar esta conduta como prevenção primária.

O que seria a prevenção primária?

Ela nada mais é do que tomar medidas antes que qualquer patologia ocorra, em especial se você se enquadrar em algum fator de risco, para que possam ser desenvolvidos, de forma específica, padrões preventivos para uma proteção individual.

Quais são as medidas a serem tomadas na prevenção primária?

Entre as principais, podemos citar:

• Ações destinadas a manter o bem-estar geral e a qualidade de vida, como a educação alimentar, o incentivo à prática de exercícios físicos e a conscientização sobre os malefícios que o consumo de álcool e tabaco representam à saúde;
• Verificação e orientação para que todas as vacinas estejam em dia;
• Análise individual da existência ou não de fatores de risco.

E a prevenção secundária?

Nesta, o paciente já teve a doença, apresenta sinais, sintomas ou a própria enfermidade, e as ações serão voltadas ao cuidado, para que não haja piora do quadro clínico e para que sejam reduzidos os riscos de estágios mais avançados da condição já existente. O estabelecimento de um tratamento para a hipertensão e o alto nível de colesterol podem ser exemplos.

O que é verificado em ambas as prevenções?

Além de uma boa avaliação clínica e anamnese, é realizado o exame físico para aferir a pressão arterial e a pulsação, fazer uma análise da circunferência abdominal, calcular o índice de massa corporal, realizar testes rápidos de glicose e lipídios e solicitar exames complementares quando necessário.

Existe prevenção terciária?

Sim, esta é adotada nos pacientes que já tiveram uma determinada enfermidade e que estejam sofrendo com limitações causadas por ela. A prevenção terciária tem como principal objetivo limitar as consequências da doença sobre o indivíduo, de modo a permitir que ele continue tendo qualidade de vida.

Por exemplo, um paciente que teve um evento isquêmico pode ser inscrito em um programa de reabilitação cardiovascular para melhorar sua capacidade funcional e ajudá-lo a se restabelecer para que ele consiga voltar a realizar as atividades rotineiras que já realizava antes.

Importante ressaltar

Independentemente do tipo de prevenção, é essencial ter a consciência da importância da busca de um estilo de vida saudável, por meio de uma alimentação equilibrada, da prática regular de uma atividade física, do controle do peso, além de evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, o uso do tabaco e de outras drogas. Ações que devem ser inseridas na realidade de cada indivíduo como forma de promoção da vida e da saúde.

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